Oi galera desculpa a demora de um novo post , mais é que eu tinha prometido a mim mesmo que eu não ia fazer desse blog um “diário de um EMO”, com textos de um depressivo, choram suicida, mais é que nas atuais circunstancias eu não tenho como falar de coisas alegres.
Para mim a vida nada mais é do que a soma de expectativa de uma pessoa, as minhas expectativas tem diminuído dia a dia. Eu não me dava conta de como minha vida era boa, como estar com pessoas que realmente gostam de você é algo inestimável. Aqui na grande cidade, com tantas pessoas eu acabo me vendo sozinho, e isso é aterrorizante. As pessoas aqui são muito distantes, vivem seus mundinhos e esquecem de tudo que esta ao seu redor, não dão valor as coisas pequenas, que para mim são as que realmente valem apena.
A pior coisa que pode acontecer a uma pessoa, é ela cria uma expectativa sobre alguma coisa ou alguma pessoa e no final ver que não era nada daquilo que você idealizava,olhar para tudo que você fez e lutou e ver que na verdade era tudo um grande equivoco e que nada valia a pena. Quando isso acontece a pessoa perde a essência da vida, aquela força estranha, que te impulsiona, te mantêm em pé lutando.
Hoje tenho vontade de fugir para longe, para uma praia escondida, para o Uruguai, para lua, pra Venus (se bem acompanhado), ou quem sabe para casa, pra debaixo da asa da mamãe, chorar escondido onde ninguém possa ver, para perto dos meus amigos de verdade, das pessoas que realmente me amam, sentir calor humano e não esse vento frio que congela o coração e a alma das pessoas.
A solidão para mim tem sido algo constante, mais tenho tentado tirar dela coisas produtivas, me tornar uma pessoa mais forte, madura. Mais com isso tudo eu confirmo cada vez mais minha teoria, que não existe liberdade nem felicidade se você não tem com quem compartilhar. Todos os horóscopos que eu vejo dizem que o taurino é uma pessoa egoísta, eu nunca me achei uma pessoa egoísta, será que essa vontade de ter o mundo ao meu lado é egoísmo?
Victor Lopo
quinta-feira, 21 de maio de 2009
segunda-feira, 11 de maio de 2009
De volta as origens ...
Apesar de toda minha tristeza, eu não poderia deixar de comentar sobre alguns fatos que aconteceram no sábado.
Depois de muito tempo, uma noite fio mágica como as de tempos a traz. Eu pude mais uma vez ver e comprovar como as coisas mais simples são tão importantes.
Alguns amigos (boa companhia), uma peça (muitas roupas intimas e comedia), algumas doses de cachaça com limão e canela, uma conversa muito interessante, onde começamos com, Deus existe?, e terminamos em, Bahia o melhor time do mundo, um belo X bacon abeira mar, céu sem estrelas mais com uma lua que iluminava as almas e os dotes musicais dos aventureiros.
E pra terminar com chave de ouro, um delicioso mergulho nas águas da Bahia de todos os santos e orixás ...
Victor Lopo
Depois de muito tempo, uma noite fio mágica como as de tempos a traz. Eu pude mais uma vez ver e comprovar como as coisas mais simples são tão importantes.
Alguns amigos (boa companhia), uma peça (muitas roupas intimas e comedia), algumas doses de cachaça com limão e canela, uma conversa muito interessante, onde começamos com, Deus existe?, e terminamos em, Bahia o melhor time do mundo, um belo X bacon abeira mar, céu sem estrelas mais com uma lua que iluminava as almas e os dotes musicais dos aventureiros.
E pra terminar com chave de ouro, um delicioso mergulho nas águas da Bahia de todos os santos e orixás ...
Victor Lopo
Liquidificador
Oi galera, olha eu aqui mais uma vez. Desta vez um pouco mais velho, não sei se mais ajuizado, nem com mais saúde nem felicidade como muita gente me desejou. Simplesmente mais velho.
Esse domingo foi um dia muito especial, foi dia das mães (vea te amo...) e alem disso foi meu aniversario. O fim de um ciclo e começo de outro, nesse momento de transição me sinto mais confuso que nunca, só pra variar. Eu sempre fui um liquidificador de sentimentos, pensamentos, idéias, mais agora no fim dos meus 20 anos as coisas estão piores. Ainda continuo querendo mudar o mundo, fazer com que ele seja melhor pras pessoas que estão ao meu redor e que eu amo, mais eu com meus 21 anos e alguns dias vejo que eu esqueci de mim mesmo.
Quem é Victor Lopo? Antes eu diria que apenas um magrelo, narigudo osado, hoje as coisas são um pouco diferentes, me sinto uma pessoa solitária e triste. É meio estranho falar isso, afinal de contas eu estou em uma cidade grande, nova, com amigos novos, experiências novas, porque eu me sentiria triste. O grande problema é que ninguém perguntou se eu queria mudar.
Agora sinto o cheiro da cidade, o gosto dela, a temperatura dela e eles não são nada agradáveis. Sinto nas pessoas uma frieza que me angustia, uma falta de calor humano, paixão que me matão. Não quero com esse texto dizer que minha vida antes de vim para cá era perfeita, muito pelo contrario, ela era cheia de complicações, duvidas e problemas como a de qualquer outro, a grande diferença esta na forma como encarava ela.
Um amigo meu uma vez me falou, “a solidão e a tristeza são doces e viciantes, curta elas e descarte”, até hoje eu estou tentando descarta, mais acho que já sou um dependente, estou quase tendo overdose.
Victor Lopo
Esse domingo foi um dia muito especial, foi dia das mães (vea te amo...) e alem disso foi meu aniversario. O fim de um ciclo e começo de outro, nesse momento de transição me sinto mais confuso que nunca, só pra variar. Eu sempre fui um liquidificador de sentimentos, pensamentos, idéias, mais agora no fim dos meus 20 anos as coisas estão piores. Ainda continuo querendo mudar o mundo, fazer com que ele seja melhor pras pessoas que estão ao meu redor e que eu amo, mais eu com meus 21 anos e alguns dias vejo que eu esqueci de mim mesmo.
Quem é Victor Lopo? Antes eu diria que apenas um magrelo, narigudo osado, hoje as coisas são um pouco diferentes, me sinto uma pessoa solitária e triste. É meio estranho falar isso, afinal de contas eu estou em uma cidade grande, nova, com amigos novos, experiências novas, porque eu me sentiria triste. O grande problema é que ninguém perguntou se eu queria mudar.
Agora sinto o cheiro da cidade, o gosto dela, a temperatura dela e eles não são nada agradáveis. Sinto nas pessoas uma frieza que me angustia, uma falta de calor humano, paixão que me matão. Não quero com esse texto dizer que minha vida antes de vim para cá era perfeita, muito pelo contrario, ela era cheia de complicações, duvidas e problemas como a de qualquer outro, a grande diferença esta na forma como encarava ela.
Um amigo meu uma vez me falou, “a solidão e a tristeza são doces e viciantes, curta elas e descarte”, até hoje eu estou tentando descarta, mais acho que já sou um dependente, estou quase tendo overdose.
Victor Lopo
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Da janela do meu quarto ...
Esta noite aqui da janela do meu quarto eu observo as coisas ao meu redor. Na minha frente vejo alguns prédios, e em especial um prédio com pastilhas azuis. Neste prédio posso ver algumas pessoas. Em uma janela observo uma mulher baixinha com um lenço engraçado na cabeça cozinhando alguma coisa no fogão, certamente deve ser seu jantar.
Em outra janela vejo um gordinho careca sem camisa sentado no sofá em frente a sua televisão, ele esta sem camisa, de cueca e tem uma cerveja em uma das mãos, pela sua inquietação me parece esta assistindo a uma partida de futebol.
Em outro apartamento no mesmo prédio, vejo uma moça muito bonita, acabou de sair do banho com seus cabelos negros, molhados, enrolada em uma toalha branca, ela esta há algum tempo parada em frente a seu guarda-roupa, imagino que ela vá sair com seu namorado, por sua indecisão ao escolher sua roupa.
Logo abaixo do prédio de pastilhas azuis tem uma rua feia, mal iluminada. O caminhão do lixo não devia ter passado ainda, pois haviam vários sacos de lixo nela. Em um dos sacos de lixo tem uma mulher, ela não é bonita como a do prédio. Cabelos brancos, vestida em alguns trapos, rosto abatido, mais elas tem algo em comum, o mesmo olhar de duvida, mais no seu caso a indecisão era o que ela pegaria no lixo para saciar sua fome. Em quanto ela decide o que pegar, passa por ela um rapaz, que pelo que eu pude notar era um estudante, ele estava com uma camisa que parecia com uma farda, alguns livros em uma mão e na outra um cigarro. O que mais me impressionou foi como ele nem notou a presença da mulher ao seu lado, para ele ela nunca existiu, ele seguiu como se ela fosse invisível, deu mais alguns passos e entrou no prédio.
Observei por mais algum tempo e notei que o rapaz entrou no apartamento onde a mulher com o lenço engraçado estava cozinhando. Ele deixou os livros na mesa e sentou, logo em seguida a mulher lhe deu um prato de sopa, que ele comeu calmamente.
Voltei meus olhos mais uma vez para a mulher no lixo, mais dessa vez ela não estava sozinha, havia com ela duas crianças, eles também estavam maltrapilhos e dividiam um pedaço de pão com a mulher.
Depois de um tempo o estudante se pôs a fumar na janela, enquanto a mulher com as duas crianças se afastava. Fiquei me perguntando se dessa vez ele tinha visto a mulher? Acredito que não, pois logo quando acabou o cigarro, ele apagou a luz e fechou a janela. A moça que escolhia a roupa já estava arrumada, estava vestida com um belo vestido preto.
Depois de refletir sobre tudo que eu tinha visto da minha janela aquela noite, eu escuto um grito, corro para a janela assustado, quando vejo na varanda do prédio em frente, o gordinho careca com a cerveja na mão aos pulos de felicidade.
“Vitoria” tricampeão baiano.
victor lopo
Em outra janela vejo um gordinho careca sem camisa sentado no sofá em frente a sua televisão, ele esta sem camisa, de cueca e tem uma cerveja em uma das mãos, pela sua inquietação me parece esta assistindo a uma partida de futebol.
Em outro apartamento no mesmo prédio, vejo uma moça muito bonita, acabou de sair do banho com seus cabelos negros, molhados, enrolada em uma toalha branca, ela esta há algum tempo parada em frente a seu guarda-roupa, imagino que ela vá sair com seu namorado, por sua indecisão ao escolher sua roupa.
Logo abaixo do prédio de pastilhas azuis tem uma rua feia, mal iluminada. O caminhão do lixo não devia ter passado ainda, pois haviam vários sacos de lixo nela. Em um dos sacos de lixo tem uma mulher, ela não é bonita como a do prédio. Cabelos brancos, vestida em alguns trapos, rosto abatido, mais elas tem algo em comum, o mesmo olhar de duvida, mais no seu caso a indecisão era o que ela pegaria no lixo para saciar sua fome. Em quanto ela decide o que pegar, passa por ela um rapaz, que pelo que eu pude notar era um estudante, ele estava com uma camisa que parecia com uma farda, alguns livros em uma mão e na outra um cigarro. O que mais me impressionou foi como ele nem notou a presença da mulher ao seu lado, para ele ela nunca existiu, ele seguiu como se ela fosse invisível, deu mais alguns passos e entrou no prédio.
Observei por mais algum tempo e notei que o rapaz entrou no apartamento onde a mulher com o lenço engraçado estava cozinhando. Ele deixou os livros na mesa e sentou, logo em seguida a mulher lhe deu um prato de sopa, que ele comeu calmamente.
Voltei meus olhos mais uma vez para a mulher no lixo, mais dessa vez ela não estava sozinha, havia com ela duas crianças, eles também estavam maltrapilhos e dividiam um pedaço de pão com a mulher.
Depois de um tempo o estudante se pôs a fumar na janela, enquanto a mulher com as duas crianças se afastava. Fiquei me perguntando se dessa vez ele tinha visto a mulher? Acredito que não, pois logo quando acabou o cigarro, ele apagou a luz e fechou a janela. A moça que escolhia a roupa já estava arrumada, estava vestida com um belo vestido preto.
Depois de refletir sobre tudo que eu tinha visto da minha janela aquela noite, eu escuto um grito, corro para a janela assustado, quando vejo na varanda do prédio em frente, o gordinho careca com a cerveja na mão aos pulos de felicidade.
“Vitoria” tricampeão baiano.
victor lopo
Morte e vida Stanley
Na madrugada de vento seco
No clarão da grande lua prateada
No recôncavo do sol
Na montanha mais longe do mar
Numa serra talhada espinho
fechado coivara caieira vereda
Distancia da rua
Mato cerca pedra fogo faca lenha
Cerca bote bala bote bala bote
senha
Tabuleiro tabuleiro em pó
Na pedra dos gaviõesUma mulher deitada
O nome é Maria
A dor conduzindo o filho terceiro
Nas garras do mundo sem guia
Vai nascer outro homem
Ouviram
Vai nascer outro homem
Outro homem
O seu nome é Stanley
Mais um filho da pedra dos gaviões
Da montanha
Do recônvavo do sol
E eu aqui vou cantar
Sua morte sua vidaSeu retrato sem cor
Seu recado sem voz
Morte e vida Stanley
No clarão da grande lua prateada
No recôncavo do sol
Na montanha mais longe do mar
Numa serra talhada espinho
fechado coivara caieira vereda
Distancia da rua
Mato cerca pedra fogo faca lenha
Cerca bote bala bote bala bote
senha
Tabuleiro tabuleiro em pó
Na pedra dos gaviõesUma mulher deitada
O nome é Maria
A dor conduzindo o filho terceiro
Nas garras do mundo sem guia
Vai nascer outro homem
Ouviram
Vai nascer outro homem
Outro homem
O seu nome é Stanley
Mais um filho da pedra dos gaviões
Da montanha
Do recônvavo do sol
E eu aqui vou cantar
Sua morte sua vidaSeu retrato sem cor
Seu recado sem voz
Morte e vida Stanley
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Na Veia ...
Eu vou cantar pra saudade
Com seu vestido vermelho
E a sua boca
Eu vou cantar pra saudade
Descer na minha cabeça
E comandar sua festa
Aquele cheiro, som, imagem do teu
corpo incendeia
E um rio carregado de saudade vem correr
na minha veia
Na veia, amor, na veia
É como a luz da lua que atravessa a
parede da cadeia
Clareia mais forte que o sol
E Quando a saudade chegar com
seu batalhão de agitadores
E tantas bandeiras
Vou cantar aquele som da gente
Vou rasgar o teu vestido novo
"Lirinha"
Com seu vestido vermelho
E a sua boca
Eu vou cantar pra saudade
Descer na minha cabeça
E comandar sua festa
Aquele cheiro, som, imagem do teu
corpo incendeia
E um rio carregado de saudade vem correr
na minha veia
Na veia, amor, na veia
É como a luz da lua que atravessa a
parede da cadeia
Clareia mais forte que o sol
E Quando a saudade chegar com
seu batalhão de agitadores
E tantas bandeiras
Vou cantar aquele som da gente
Vou rasgar o teu vestido novo
"Lirinha"
terça-feira, 5 de maio de 2009
União Nacional dos Estudantes ? oO
Oi galera, queria falar um pouco sobre a UNE (União Nacional dos Estudantes).
Durante a maior parte da minha vida escolar eu não tinha nem idéia do que era a UNE, não sei se esse fato se deve a falta de interesse da minha parte ou pelo fato de eu morar no interior, e o movimento não ser tão ativo por lá. Sei que durante muito tempo da minha vida a única coisa que eu sabia sobre a UNE é que alguns estudantes tomaram umas porradas no regime militar.
Com meu ingresso na faculdade, e sucessivamente no DA (Diretório Acadêmico), eu comecei a entender o que realmente era o movimento estudantil e qual era sua verdadeira função.
Logo nos primeiros instantes me empolguei bastante, a idéia de um movimento formado por jovens como eu, que tem as mesmas idéias, que defendem os direitos dos estudantes era no mínimo excitante. Mas depois de algum tempo no DA e de algumas pesquisas sobre as atuais ações da UNE, vem à decepção.
A meu ver a UNE hoje nada mais é que um cabide de cargos políticos, os verdadeiros interesses dos estudantes não são discutidos com os estudantes nem reclamados, protestados e lutados por eles. A política da UNE hoje, é uma política de acordos, de conchavos políticos, quem realmente decide a vida dos estudantes são os políticos. Isso faz com que o estudante, que é o maior interessado, seja excluído da discussão.
Depois dessa experiência com o DA, eu achei a resposta, que antes eu não tinha, do porque durante tanto tempo da minha vida escolar eu não sabia da existência da UNE? Não era porque eu morava no interior, era simplesmente porque há 20 anos a UNE não é mais dos estudantes nem pelos estudantes.
Victor lopo
PS: Lutando pela UNE na mão dos estudantes e pelos estudantes !!!!!
Durante a maior parte da minha vida escolar eu não tinha nem idéia do que era a UNE, não sei se esse fato se deve a falta de interesse da minha parte ou pelo fato de eu morar no interior, e o movimento não ser tão ativo por lá. Sei que durante muito tempo da minha vida a única coisa que eu sabia sobre a UNE é que alguns estudantes tomaram umas porradas no regime militar.
Com meu ingresso na faculdade, e sucessivamente no DA (Diretório Acadêmico), eu comecei a entender o que realmente era o movimento estudantil e qual era sua verdadeira função.
Logo nos primeiros instantes me empolguei bastante, a idéia de um movimento formado por jovens como eu, que tem as mesmas idéias, que defendem os direitos dos estudantes era no mínimo excitante. Mas depois de algum tempo no DA e de algumas pesquisas sobre as atuais ações da UNE, vem à decepção.
A meu ver a UNE hoje nada mais é que um cabide de cargos políticos, os verdadeiros interesses dos estudantes não são discutidos com os estudantes nem reclamados, protestados e lutados por eles. A política da UNE hoje, é uma política de acordos, de conchavos políticos, quem realmente decide a vida dos estudantes são os políticos. Isso faz com que o estudante, que é o maior interessado, seja excluído da discussão.
Depois dessa experiência com o DA, eu achei a resposta, que antes eu não tinha, do porque durante tanto tempo da minha vida escolar eu não sabia da existência da UNE? Não era porque eu morava no interior, era simplesmente porque há 20 anos a UNE não é mais dos estudantes nem pelos estudantes.
Victor lopo
PS: Lutando pela UNE na mão dos estudantes e pelos estudantes !!!!!
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Noite Fria.
Noite passada eu passei por uma experiência ímpar na minha vida. A minha ligação com a noite sempre foi muito forte, sempre preferi a lua ao sol, as madrugadas que as manhas, mais essa noite de ontem em especial, me mostrou um lado tenebroso e solitário.
Meus companheiros nessa aventura foram: uma mochila de roupa suja com um chinelo pendurado, um celular sem crédito e algumas cervejas. Eles puderam sentir junto comigo, como a noite é de verdade.
Essa visão romântica de noites quentes, ardentes,excitantes eu deixo para os poetas e compositores. Do banco onde eu estava, a única coisa que eu via era um céu rajado, sujo, sem lua nem sequer estrelas. No ar cheiro de sangue, a única ponta de amor que eu pude ver passou como um vulto preto, que se misturou ao céu negro e se dissipou. O único amigo que me fazia companhia era a solidão.
Agora depois de tudo, finalmente me vejo como uma “coisa”, finalmente entendo o verdadeiro sentido de ser coisa, um objeto inanimado sem sentimentos, uma posse, um brinquedo velho, daqueles que agente esquece embaixo da cama e só lembra que existe, quando arrumamos o quarto.
Victor lopo
PS: Viajar de ônibus bêbado é Mara =P
Meus companheiros nessa aventura foram: uma mochila de roupa suja com um chinelo pendurado, um celular sem crédito e algumas cervejas. Eles puderam sentir junto comigo, como a noite é de verdade.
Essa visão romântica de noites quentes, ardentes,excitantes eu deixo para os poetas e compositores. Do banco onde eu estava, a única coisa que eu via era um céu rajado, sujo, sem lua nem sequer estrelas. No ar cheiro de sangue, a única ponta de amor que eu pude ver passou como um vulto preto, que se misturou ao céu negro e se dissipou. O único amigo que me fazia companhia era a solidão.
Agora depois de tudo, finalmente me vejo como uma “coisa”, finalmente entendo o verdadeiro sentido de ser coisa, um objeto inanimado sem sentimentos, uma posse, um brinquedo velho, daqueles que agente esquece embaixo da cama e só lembra que existe, quando arrumamos o quarto.
Victor lopo
PS: Viajar de ônibus bêbado é Mara =P
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