Companheiro eu concordo plenamente com você que nós vivemos numa democracia imaginaria, e que as únicas pessoas que tem realmente o poder de escolha são os burgueses, mais discordo quando você fala que a única maneira de mudarmos isso seria de forma antidemocrática
Quando você fala em uma forma de quebrar essa atual realidade e no fim desta falsa democracia, a primeira coisa que vem ha minha mente é REVOLUÇÃO. Eu sei que isso que eu acabei de falar pode parecer meio piegas, ainda mais para um cara que anda com a camisa do Che mais que nesse exato momento esta usando o Word para escrever esse texto.
Mesmo com tudo isso eu ainda acredito na revolução, não como o Che a entendia, particularmente eu não acredito que a única forma de mudar a realidade de nossa sociedade seja através das armas, de forma imposta e como você mesmo falou antidemocrática.
Eu acredito em uma revolução que use como arma a educação, que para mim é a única que tem o poder de mudar a mentalidade dessa sociedade desigual e corrupta em que vivemos. Eu sei que você vai rebater, dizendo que o capitalismo usa a escola hoje como mais um mecanismo de alienação e adestramento do cidadão, fazendo com que ele aceite e dê continuidade a esse sistema imundo.
A grande questão ai é de que educação nós estamos falando. E nesse ponto o professor entra como peça fundamental afinal de contas esta nas mãos única e exclusivamente deles, a escolha entre ser um adestrador ou um professor de verdade. Se hoje eu e você estamos discutindo essa e outras questões, é porque tivemos mais do que adestradores, tivemos professores que nos instigaram, a saber, a observar, a criticar, dizer que não esta certo e que de alguma forma podemos mudar nossa realidade.
Se esta educação que nós tivemos fosse estendida a todos e não só a uma pequena parcela da sociedade, a revolução estaria pronta, uma revolução mental, moral, cultural, que sai de dentro para fora de cada sujeito, será assimilada e executada. De maneira nenhuma vai ser imposta ou antidemocrática...
Uma revolução educacional.
Victor Lopo
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