segunda-feira, 4 de maio de 2009

Noite Fria.

Noite passada eu passei por uma experiência ímpar na minha vida. A minha ligação com a noite sempre foi muito forte, sempre preferi a lua ao sol, as madrugadas que as manhas, mais essa noite de ontem em especial, me mostrou um lado tenebroso e solitário.
Meus companheiros nessa aventura foram: uma mochila de roupa suja com um chinelo pendurado, um celular sem crédito e algumas cervejas. Eles puderam sentir junto comigo, como a noite é de verdade.
Essa visão romântica de noites quentes, ardentes,excitantes eu deixo para os poetas e compositores. Do banco onde eu estava, a única coisa que eu via era um céu rajado, sujo, sem lua nem sequer estrelas. No ar cheiro de sangue, a única ponta de amor que eu pude ver passou como um vulto preto, que se misturou ao céu negro e se dissipou. O único amigo que me fazia companhia era a solidão.
Agora depois de tudo, finalmente me vejo como uma “coisa”, finalmente entendo o verdadeiro sentido de ser coisa, um objeto inanimado sem sentimentos, uma posse, um brinquedo velho, daqueles que agente esquece embaixo da cama e só lembra que existe, quando arrumamos o quarto.

Victor lopo

PS: Viajar de ônibus bêbado é Mara =P

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